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Como gerir empresas familiares

Como gerir empresas familiares

Por Redação Blog Gazin Atacado • 16/08/19

De acordo com dados levantados pelo IBGE e pelo Sebrae, 90% dos negócios brasileiros são empresas familiares. Isso representa aproximadamente 65% do PIB do país. Além disso, significa que atualmente 75% da força de trabalho nacional é empregada por empresas comandadas por famílias.

Números expressivos e que comprovam a importância dos negócios familiares para o desenvolvimento do país, não é mesmo?

Porém, ao fazer uma análise apenas desses dados, podemos ter a impressão de que as empresas familiares vão muito bem, obrigado. No entanto, não é bem assim…

A mesma pesquisa apontou que somente 5% das empresas familiares se mantêm vivas até a terceira geração. E tem mais: 70% acabam fechando os negócios ainda na primeira geração!

Sua empresa é familiar e você quer mantê-la fora dessas estatísticas? As dicas que apresentamos a seguir podem ajudá-lo! Afinal, elas apresentam o caminho que você precisa percorrer para evitar os erros que mais prejudicam empresas familiares Brasil afora!

Acompanhe!

4 dicas para gerir melhor empresas familiares

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Dica #1 para gerir empresas familiares:
Defina quem são os líderes da empresa

treinamentos no varejoUm dos erros mais cometidos na gestão de empresas familiares é não definir quem são, de verdade, seus líderes. Ou seja, todo mundo acha que manda e não há uma clara definição de cargos e funções. Portanto, é questão de tempo para as as coisas começarem a dar errado.

Não quer hierarquizar demais a empresa? Tudo bem. Vocês não precisam ter CEO, CFO e assim por diante. Porém, para que tudo funcione bem, é importante saber quem cuida do quê, quem gerencia cada equipe, quem é responsável pela satisfação dos clientes e assim por diante.

Além disso, também é importante ter em mente que ninguém é eterno – e que imprevistos podem acontecer e alguém que ocupa um cargo importante pode precisar ser substituído sem aviso prévio. Por isso, preocupem-se também em estabelecer quem são os “02” (e, se possível, também os “03”, “04” etc.) de cada cargo ocupado em sua empresa. Isso ajudará, inclusive, a evitar o segundo erro mais comum, que é não pensar na sucessão…

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Dica #2 para gerir empresas familiares:
Preocupe-se com o processo de sucessão

Tão importante quanto definir os líderes da empresa, é saber quem assumirá os cargos de liderança quando uma troca for necessária!

Em caso de empresas familiares, é comum, por exemplo, que filhos, sobrinhos e irmãos mais novos assumam a liderança quando o antigo líder deixa a empresa. Porém, pelo processo de sucessão não ser bem estruturado, muitas vezes o trabalho de anos do antecessor vai por água abaixo nesse processo.

Portanto, se você quer evitar que isso aconteça na sua empresa, precisa pensar no processo de sucessão desde já! 

Ou seja, defina quem são os possíveis sucessores e inicie um processo de preparação deles. Para isso, aconselhe-os a estudar assuntos voltados à gestão e à área em que a empresa trabalha, e, o mais importante: certifique-se de eles têm interesse e vontade de seguir os passos da família. Afinal, um líder desmotivado é sinônimo de empresa sem sucesso!

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Dica #3 para gerir empresas familiares:
Incentive a troca de experiências entre gerações

Empresas familiares normalmente são compostas por membros de diferentes gerações. Portanto, para que tudo funcione bem, é essencial que haja respeito entre mais velhos e mais novos.

Neste sentido, não basta simplesmente que os mais jovens escutem os mais velhos para saber como funciona toda uma estrutura de um negócio familiar – apesar de isso ser muito importante. Também é crucial que aqueles que trabalham há mais tempo no mercado estejam dispostos a ouvir o que seus herdeiros têm a dizer. Afinal, é possível, sim, que membros da geração Y, por exemplo, ensinem muito a baby boomers.

Quem tem mais experiência pode, por exemplo, ter uma tendência a ser mais conservador e não querer mudar algo por medo que dê errado. E, por outro lado, pessoas mais jovens têm uma maior afinidade com tecnologia e redes sociais, por exemplo, e podem ajudar no que diz respeito a participação da empresa nessas áreas.

Essa troca de ideias e experiências é fundamental em qualquer negócio. Se tratando de negócio familiar, torna-se ainda mais importante, pois o diferencial deve ser a confiança e o alinhamento de todos os envolvidos com os objetivos e as metas da empresa.

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Dica #4 para gerir empresas familiares:
Contrate profissionais externos

marketing de conteúdoÉ comum que, a partir do momento que um negócio comece a crescer e evoluir no mercado, algumas das pessoas que iniciaram trabalhando em determinadas funções não sejam mais capacitadas para cumprir o seu papel com a mesma eficiência quando a demanda e o trabalho forem maiores.

Nesse momento, contratar um profissional de fora, com experiência na área, pode fazer toda a diferença.

O erro cometido por muitas empresas familiares nessas horas é que, por causa do ego ou até o desconforto que pode ocasionar “substituir” uma pessoa da família por outra de fora desse ambiente, elas acabam decidindo manter tudo como está.

Por isso é importante que os sócios se reúnam e sejam bem claros e honestos em relação às vantagens que a empresa terá se seguir por um novo caminho. Uma comunicação interna bem realizada é crucial em ocasiões com essas.

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Este, é claro, é apenas um panorama inicial sobre questões que empresas familiares precisam levar em conta na hora de organizar a gestão de seus negócios. Porém, com essas dicas, já dá para você evitar os erros mais cometidos em empresas familiares e, assim, aumentar as possibilidades de seu negócio familiar ficar de fora das estatísticas que apresentamos no início deste artigo.

Que tal tentar colocá-las em prática?

Sucesso e boas vendas!

PS: Faz algo diferente na gestão de sua empresa familiar e que vem trazendo bons resultados? Deixe um comentário! Sua experiência pode inspirar outros gestores brasileiros!

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