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Você já pensou em se unir a um concorrente?

Você já pensou em se unir a um concorrente?

Por Redação Blog Gazin Atacado • 10/10/16

Se você é daqueles que pensa que a grama do vizinho sempre está mais verde, já pensou em cortarem o gramado juntos?

A ideia deste artigo é mostrar que seu concorrente, rival, competidor – ou seja lá como você o chame – pode ser seu parceiro de negócio. Afinal, fazer parcerias com a concorrência pode ser positivo para todos! Entenda como.

A união faz a força

Sua empresa depende de alguns fornecedores. E quanto maior o volume da compra de material, maior o seu poder de barganha, certo? Para reduzir custos, que tal falar com aquele cara que compra do mesmo fornecedor e com quem você se dá bem?

O raciocínio é simples: você, seu competidor e as outras empresas do mesmo segmento – indústria, produtor rural, atacadista, varejista – têm interesses que se entrelaçam em algum ponto como tributação, legislação, matéria-prima, fornecedores, mercado, entre outros. A ideia é colocar em prática o velho ditado de que ‘a união faz a força’ e trabalharem juntos”, explica em artigo o diretor superintendente do Sebrae-SP Bruno Caetano.

O mais comum é que passe a existir uma união formal entre empresas, como quando há uma associação constituída com pessoa jurídica, focada em melhorar condições e obter facilidades perante o mercado. É o caso das Associações Comerciais, que costumam ir à imprensa e a órgãos oficiais e realizar ações para defender os interesses dos associados.parceria-concorrentes-varejo-1

Isso não impede, contudo, que você crie uma união informal e negocie diretamente com seus parceiros/concorrentes. Foi o que fizeram duas das maiores cooperativas de floriculturas do Brasil: a Veiling e a Cooperflora, ambas de Holambra (SP), uma cidade com 12 mil habitantes que representa 50% do mercado brasileiro de fornecimento para floriculturas e grandes redes! As duas inclusive organizam eventos em conjunto. Não é inspirador?

Relação de ganha-ganha

Além de buscar matéria-prima e fornecedores para materiais, veja alguns casos em que vocês, concorrentes e parceiros, podem curtir um “romance”:

  • parceria-concorrentes-varejo-4Desbravem o mercado juntos: Há oportunidades que pequenas e médias empresas não conseguem aproveitar sozinhas. Unir forças pode inaugurar um novo segmento de vendas.
  • Vendas cruzadas: Algumas empresas possuem produtos complementares, podendo gerar negócios uma para a outra em mercados em que não há concorrência direta. Às vezes, os produtos fortes, ou seja, os carros-chefes das companhias, são distintos e podem impulsionar interesses comuns. Por exemplo: quando uma companhia foca suas vendas em fertilizantes e outra em pesticidas.
  • parceria-concorrentes-varejo-3Troquem experiências: Você sabia que grandes empresas, inclusive bancos, fazem visitas técnicas entre si para ficarem alinhadas? Pois é… Isso quer dizer que, às vezes, você está fazendo algo ultrapassado sem se dar conta – e colocando seu negócio em risco. P.S: você não precisa abrir todos os seus segredos, claro.
  • Vendam juntos: Isso mesmo. Redes de imobiliárias fazem portais, publicidades, revistas, entre outras ações de marketing divulgando todos os imóveis das empresas parceiras. Isso acontece inclusive no site do próprio concorrente, e a comissão de venda é dividida entre as imobiliárias. Quem sabe a ideia se aplica ao seu negócio…
  • Compartilhem tecnologias: Todas as empresas precisam de certos serviços tecnológicos. Vocês podem reduzir custos compartilhando licenças, em alguns casos.

Tudo é uma questão de confiança e credibilidade. Após iniciar com parcerias estratégicas, como visitas, você pode estabelecer parcerias financeiras. Às vezes, alguém pode ter o capital para um lançamento em conjunto em uma área que você tem maior conhecimento.

“Enquanto a maioria dos empreendedores pensa que parcerias estratégicas são acordos entre grandes empresas, na verdade, isso funciona melhor para pequenas empresas. Em ambientes de grandes corporações, culturas diferentes podem dificultar a colaboração. Já pequenas empresas concorrentes não têm problemas em trabalharem juntas, pois a arrogância da liderança de mercado não está presente”, ensina Martin Zwilling, mentor de Startups e colunista do portal de empreendedorismo Entrepreneur.

Arranjos Produtivos Locais (APL)

Você já ouviu falar neste termo? Basicamente, APLs são um conjunto de empresas geograficamente próximas com a mesma especialidade de produção que cooperam entre si e com a comunidade do entorno.  Segundo o Sebrae, os aspectos comuns de um APL são:

  • parceria-concorrentes-varejo-2Localização –> Proximidade ou concentração territorial
  • Agentes –> Grupos de pequenas empresas. Associações, instituições de apoio, ensino, pesquisa de inovação e fomento, suporte financeiro.
  • Características –> Intensa divisão de trabalho entre as partes envolvidas; flexibilidade de produção e organização; especialização e mão de obra qualificada; competição baseada em inovação; colaboração entre empresas e demais agentes; fluxo de informações comum; identidade cultural entre agentes; telação de confiança entre agentes.

 

Você pode saber mais e conhecer como funciona um Arranjo Produtivo Local nesta publicação disponível gratuitamente. Informe-se e saiba como colocar em prática seu novo plano de negócios em cooperação com seu concorrente. Quem sabe você não cria um novo APL em sua região?

Então, já pensou em se unir a um concorrente?

Imagens: Freepik

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comentários em "Você já pensou em se unir a um concorrente?"

Comentar

  1. Tem uma Startup voltada pra Educação , e penso em me aproximar da concorrência .
    Venho pensando muito esses últimos meses , estamos bem no mercado e eles sabem que estamos indo bem .
    Estamos indo para o 3 ano e eles 14 .

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